Nuno Morais Sarmento morreu na madrugada de sábado, dia 7 de março, vítima de um cancro no pâncreas, que vinha a combater há vários anos, com prolongadas hospitalizações e cirurgias. O antigo ministro da Presidência nos governos de Durão Barroso e Pedro Santana Lopes anunciou em janeiro a demissão da presidência da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), alegando limitações de saúde e pessoais. O advogado e político, de 65 anos, nasceu em Lisboa e licenciou-se em Direito pela Universidade Católica Portuguesa, em 1984, tendo concluído uma pós-graduação em Direito Comunitário em 1996. Foi membro fundador da Comissão Nacional de Proteção de Dados e assessor da Provedoria da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Em comunicado, o PSD descreveu-o como “um homem de convicções” e lamentou a perda de “uma das vozes mais firmes na defesa da liberdade, da tolerância e do espírito cívico”. O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, destacou, numa nota no site da Presidência, que Morais Sarmento “foi sempre maior do que os cargos que desempenhou” e recordou-o com “saudosa amizade”, apresentando condolências à família.


