Latest Posts

Mário Zambujal morre deixando legado na literatura, jornalismo e comunicação

O escritor e jornalista Mário Zambujal morreu esta quinta-feira, 12 de março, aos 90 anos, deixando uma marca profunda na literatura portuguesa, no jornalismo, na rádio e na televisão, ao longo de mais de cinco décadas de carreira pautadas pelo humor subtil, pela ironia elegante e por um olhar atento sobre as fragilidades humanas. Até ao momento não foi divulgada publicamente a causa da morte. Nascido em Moura, em 1936, Zambujal começou a escrever ainda jovem num pequeno jornal satírico e passou por redações como Diário de Notícias, A Bola e Diário de Lisboa, chegando mais tarde a dirigir o jornal Tal & Qual e a revista Se7e. Consolidou um estilo próprio, marcado por frases simples, observação fina e ironia subtil, sobretudo na crónica e no jornalismo desportivo. Foi a literatura, contudo, que lhe trouxe maior notoriedade. Em 1980 publicou Crónica dos Bons Malandros, romance sobre um grupo improvável de pequenos criminosos que planeia um assalto ao Museu Gulbenkian, combinando humor, crítica social e ternura pelas personagens. A obra foi adaptada ao cinema por Fernando Lopes e inspirou mais tarde uma série televisiva, permanecendo no imaginário coletivo. Ao longo da vida, publicou romances, contos e coletâneas de crónicas, incluindo Histórias do Fim da Rua, Já Não Se Escrevem Cartas de Amor e Últimas Notícias do Paraíso. Manteve também forte presença na rádio e na televisão, destacando-se no programa Pão com Manteiga e em debates culturais,  com a sua forma descontraída de contar histórias. Recebeu várias distinções, incluindo o Prémio Gazeta de Mérito.Apesar da notoriedade, Zambujal cultivava uma postura discreta e afirmava que o seu maior prazer era “estar em paz”.

Latest Posts

spot_imgspot_img

Don't Miss

Stay in touch

To be updated with all the latest news, offers and special announcements.