À saída do Estabelecimento Prisional da Carregueira, a advogada de João Vale e Azevedo disse que o seu cliente já recebeu propostas para fazer consultadoria financeira. E que a sua credibilidade não ficou beliscada, apesar de ter sido condenado pelos crimes de burla e apropriação indevida de dinheiro, entre outros ilícitos económicos e financeiros.
“Absolutamente. As pessoas, as empresas, com quem o Dr. Vale e Azevedo trabalhava mantêm o interesse nos seus serviços. A credibilidade é aquillo que as pessoas pensam de cada um. Ele será credível para todas as pessoas que acreditam naquilo que ele diz”, afirmou Luísa Cruz.
João Vale e Azevedo, de 59 anos, saiu em liberdade condicional após “cumprir cinco sextos” da pena de prisão de 11 anos e meio, aplicada em cúmulo jurídico, pelos processos Ovchinnikov/Euroárea, Dantas da Cunha e Ribafria.
Apesar de Vale e Azevedo ter pendente uma outra condenação de 10 anos de prisão, já transitada em julgado, a sua advogada explicou que as autoridades portuguesas terão de pedir aos tribunais ingleses a “ampliação” da extradição para cumprimento da nova pena, que seria sujeita a novo cúmulo jurídico.
A condenação de 10 anos de prisão foi-lhe aplicada em 2013, por crimes no âmbito das transferências dos futebolistas ingleses Scott Minto e Gary Charles, o marroquino Tahar e o brasileiro Amaral.
No exterior da prisão, de onde já tinha saído duas vezes em precária, estava a sua mulher, Filipa Azevedo, que não saiu do carro e mostrou desagrado por estar a ser fotografada.
Saiba mais sobre o regresso do antigo presidente do Benfica a casa na edição da Lux desta semana.


