A VI Cimeira entre os 27 Estados-membros da União Europeia (UE) e os 33 países da América Latina e Caraíbas começa hoje em Madrid, com trabalhos centrados em tecnologia e inovação para o desenvolvimento sustentável e inclusão social.
O lado europeu estará representado ao mais alto nível, com o presidente da UE, Herman Van Rompuy, a chefe da diplomacia, Catherine Ashton, e o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.
Do lado latino-americano, a cimeira fica marcada pelas ausências do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que não avançou qualquer justificação e de Cuba, Raúl Castro, que nunca assistiu a qualquer das reuniões anteriores.
Representantes europeus e americanos intensificaram na aproximação à cimeira as negociações para o estabelecimento de um acordo de associação comercial entre os dois blocos.
A cimeira foi precedida na segunda-feira por vários encontros bilaterais, que também ocorrerão na quarta-feira, e por uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos países representados.
A Amnistia Internacional apelou aos líderes da UE para que não esqueçam as “violações dos direitos humanos” na América Latina, mas o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez, já disse que o seu Governo não reconhece à UE “nenhuma autoridade moral” neste campo.
O primeiro ministro português, José Sócrates, por sua parte, mencionou na segunda-feira o caso português nos setores da inovação e das energias renováveis para defender uma agenda de cooperação público-privada mais intensa entre a UE e a América Latina.
As cimeiras anteriores realizaram-se no Rio de Janeiro (1999), Madrid (2002), Guadalajara, México (2004), Viena (2006) e Lima (2008).


