O músico Tito Paris foi condecorado pelo Governo cabo-verdiano com a Medalha de Mérito Cultural do primeiro grau e recebeu do primeiro-ministro o passaporte diplomático enquanto «embaixador de Cabo Verde no Mundo».
O chefe do Governo de Cabo Verde classificou a distinção como um tributo à trajetória dos 30 anos da carreira artística de Tito Paris e o reconhecimento do seu contributo em prol da cultura cabo-verdiana e da cidadania cultural.
«Tito Paris personifica, como artista, a alma crioula e tem contribuído, como poucos, para dinamizar os vários géneros musicais do arquipélago e promover a música cabo-verdiana no mundo», disse.
José Maria Neves considerou que Tito Paris se enquadra no perfil dos mais emblemáticos artistas cabo-verdianos como Bana, Cesária Évora, Ildo Lobo, Paulino Vieira e Dani Silva, que contribuíram para a dinâmica da ação cultural e interculturalidade.
Após receber a Medalha, Tito Paris qualificou a distinção como «extremamente importante para qualquer artista, sobretudo em vida», ao mesmo tempo que lamentou a forma como muitos dos artistas foram homenageados a título póstumo, o que, para ele, «não é mau, mas é muito mais saboroso estando presente».
«Os 30 anos de carreira artística são fruto de muito amor, dedicação e muita seriedade para com a música de Cabo Verde, porque também sempre acreditei no reconhecimento internacional da música cabo-verdiana», afirmou.
Tito Paris, que comemorou 30 anos de carreira este ano, é músico, compositor e intérprete, tendo já editado oito álbuns discográficos – Fidjo Maguado (1987), Dança Ma Mi Crioula (1994), Graça de Tchegá (1996), Ao Vivo no B.Leza (1998), Tito Paris 27/07/90 (1999), Guilhermina (2002), Tito Paris na Aula Magna (2004) e Acústico (2005).
A cerimónia serviu, igualmente, para o relançamento da candidatura da morna a património imaterial da humanidade junto da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
Lusa


