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Terceira sessão do julgamento que opõe os cantores Nelson e Sérgio Rosado a Joana Marques

A terceira sessão do julgamento que opõe os cantores Nelson e Sérgio Rosado a Joana Marques levou ao Palácio da Justiça, em Lisboa, novas testemunhas. A dupla pede uma indemnização de 1 milhão de euros pelo prejuízo causado pela partilha do vídeo satírico publicado pela humorista com uma interpretação do Hino Nacional feita pelos irmãos na final de MotoGP em abril de 2022.  Ricardo Araújo Pereira, a primeira testemunha a ser ouvida neste dia, referiu que teria a mesma postura que a amiga Joana Marques, e que retirar o vídeo “seria admitir uma culpa que não existe, tendo em conta que é um vídeo completamente anódino. Segundo, seria abrir um precedente bastante grave que basicamente torna o trabalho impossível de fazer”. Ouvido durante uma hora, RAP defendeu que “a Joana não faz nenhum apelo à violência ou ódio contra os cantores. Não pode ser responsabilizada pelo cyberbullying”. E aproveitou ainda para deixar a sua crítica à forma como os Anjos cantaram o hino: “O Alfredo Keil e o Henrique Lopes de Mendonça não estavam a pensar no oh, oh, oh quando escreveram o Hino Nacional.” Após o depoimento, Ricardo Araújo Pereira mostrou-se indignado: “Eles têm um documento da empresa responsável pelo som a reconhecer falhas técnicas muito graves – não processaram essa empresa. Têm provas da quantidade de pessoas que os ameaçaram de morte – não processaram nenhuma. A Joana Marques fez uma piada – estamos no terceiro dia de julgamento. Isto significa o seguinte: se alguém os prejudicar objetivamente é-lhes indiferente; se alguém os ameaçar de morte, eles não ligam; se se rirem deles, eles querem um milhão de euros.” O humorista acrescentou ainda que uma eventual condenação de Joana Marques seria “uma catástrofe”.  Depois da pausa do almoço, Fernando Alvim, testemunha chamada pela defesa de Joana Marques, referiu, questionado pelos advogados da humorista, que a ré é “humorista, porque faz humor e nunca fez outra coisa”, e que a edição do vídeo em causa é “um momento de humor”. O radialista referiu que escolheu o vídeo original para a gala Monstros do Ano – que premeia vídeos virais – por ter “alguma comicidade”, mesmo que a banda “não o reconhecesse”. À saída, afirmou ainda: “Eu já vi concertos dos Anjos em que eles usam muitas vezes o humor, imaginem que cada vez que têm uma piada têm um processo… quero confiar nos tribunais. Acho que [a Joana] não cometeu nenhum crime”, disse, ressaltando o facto de que, mesmo antes de Joana Marques publicar o vídeo editado, o original “já estava a correr e com bastante amplitude”. E rematou, reforçando que o julgamento “não faz sentido”: “Foi um momento numa carreira longa. Foi um dia anormal, como acontece a cada um de nós. Foi só um dia mau… Acho que eles estão muito mais magoados do que lesados.”  António José Pereira Gomes, representante legal da Senhores do Ar, empresa que representa os Anjos, referiu que após a divulgação do vídeo que provocou este julgamento, a dupla de cantores viu vários concertos serem cancelados, dentro e fora de Portugal, com prejuízos financeiros associados, embora não tivesse com ele números exatos. “O cachet justo dos Anjos seria de 25 mil euros. Estamos neste momento com 20 mil”, disse o empresário que referiu na audiência que “não estaríamos aqui se a Joana Marques tivesse percebido que estava a causar danos a uma banda e uma agência”. No final, ficou marcada nova sessão para a manhã de dia 11 de julho, na qual Joana Marques irá depor. O facto de a humorista decidir falar no final das audições gerou contestação pelos advogados de acusação, ainda que a juíza Francisca Preto tenha autorizado o pedido, permitido até ao início das alegações finais. Será também ouvido Pedro Taborda, mais conhecido como Tatanka, do grupo The Black Mamba, testemunho do qual a defesa dos Anjos não prescinde.  À saída do Palácio da Justiça, Joana Marques voltou a não querer prestar quaisquer declarações à imprensa, deixando as  suas palavras apenas para a sala de audiências. A apoiá-la, estiveram várias figuras como José Diogo Quintela, que faz parte da equipa de escrita do programa “Isto é Gozar com Quem Trabalha” da SIC, onde trabalha com Joana Marques, e Ana Galvão. A radialista da Rádio Renascença admitiu a surpresa de ver o caso ir a tribunal, como referiu à SIC: “Nunca acreditámos que podia chegar a estas proporções, porque é uma graça, na verdade, rimo-nos como achámos que isto acabaria por ser: só apenas uma graçola e que não iria ser entendida de outra maneira.” 

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