O quinto pedido de habeas corpus de Vale e Azevedo foi rejeitado pelo Supremo.
O ex-presidente do Benfica mantém-se assim na prisão da Carregueira a cumprir a pena de 11 anos e seis meses.
Recorde-se que o antigo presidente do Benfica João Vale e Azevedo requereu a libertação imediata ao Supremo Tribunal de Justiça, por considerar que está preso ilegalmente no Estabelecimento Prisional da Carregueira, em Belas (Sintra).
A advogada de Vale e Azevedo, Luísa Cruz, referiu na altura à agência Lusa que o pedido de «habeas corpus» fundamenta-se no facto de «ter expirado o prazo fixado no acordo entre Grã-Bretanha e Portugal» para a extradição do advogado para Lisboa, para cumprir mandado de detenção europeu emitido no âmbito dos processos Ovchinnikov/Euroárea, Dantas da Cunha e Ribafria.
A extradição de Vale e Azevedo para Portugal ocorreu a 12 de novembro de 2012, «para que fosse apreciada a liberdade condicional em menos de uma semana, como constava no acordo», porém tal não aconteceu.
A 27 de maio deste ano, o Tribunal de Westminster, em Londres, indeferiu o pedido de alargamento da extradição de Vale e Azevedo interposto pelas autoridades portuguesas, para que o ex- presidente do Benfica pudesse ser julgado ou submetido a qualquer restrição da liberdade relativamente a outros processos.

