A peça “Cimbelino”, de Shakespeare, pelo Teatro do Bairro, estreia-se hoje, no Festival de Almada, enquanto o Nacional D. Maria, em Lisboa, exibe “King Lear”, de Peter Brook, no âmbito do programa “Glorioso verão”, de homenagem ao dramaturgo.
Numa altura em que se assinalam os 400 anos da morte de Shakespeare, o encenador e director artístico do Teatro do Bairro, António Pires, leva a Almada uma versão cénica da escritora e dramaturga Luísa Costa Gomes, a partir da tradução de Henrique Braga de “Cimbelino”, em que o dramaturgo inglês apresenta um reino mergulhado na mentira, corrompido por dinheiro e jogos de poder.
A obra data de uma época em que Shakespeare se encontrava “entediado com a vida real, com as pessoas, com o teatro (…), com tudo o que não fosse poesia”, e baseia-se na história de Cunobelino, rei da Britânia, durante a ocupação romana da região, como recorda o programa do festival, citando o escritor e crítico britânico Lytton Strachey (1880-1932).

