Foi de forma inesperada, durante um almoço na quinta da prima Manuela, na região de Alenquer, que nasceu a ideia de Rita Guerra criar um vinho com a sua marca e identidade. Uma sugestão surpreendente, mas que lhe agradou logo à partida, e que, agora, se concretiza com muito sucesso. “Estávamos sentados à mesa, a ter uma reunião de trabalho por causa do videoclipe da minha canção ‘Como o Vento’, que iria ser filmado em parte lá na quinta”, recorda a artista, de 57 anos, à Lux. “Cada vez que vou à quinta da minha prima, ela tem aquele rosé que só faz em quantidades pequenas e para consumo na quinta, e toda a gente estava a gabá-lo… E o meu diretor musical sugeriu: ‘Por que é que vocês não fazem uma produção as duas?’ Olhei para ela e disse: ‘Não era nada má ideia… Fazia sentido, porque é dos poucos vinhos que gosto, sendo que este é extraordinário!’ Então, decidimos fazer. Acaba por ser um vinho de família. Achei que era interessante dá-lo a conhecer a toda a gente e fazer uma produção diferente com a minha simbologia. O rótulo tem a minha primeira tatuagem, que é a que tenho no braço, é uma imagem que me identifica”, explica. Entusiasmada com a ideia, acompanhou todo o processo. “Estivemos juntas na produção desde o início. Na apanha da uva, em toda a preparação do vinho, na escolha da cor final”, conta a artista, que está muito feliz com o resultado. “Se quisesse torná-lo mais doce poderia fazê-lo, mas achei que deveria ficar exatamente como sai, o mais puro possível, e é mesmo o sabor que eu gosto. Acaba por ser um pouco atípico, porque agrada a todos, é mais consensual, não é muito doce. Inclusivamente, a minha prima decidiu concorrer com ele na Feira de Vinhos de Alenquer e ganhámos a medalha de ouro, foi distinguido como o vencedor da harmonização com codorniz, que é muito típica naquela zona. Ficou também em segundo lugar entre 400 vinhos, portanto, ainda ficámos mais convencidas da nossa opção”, revela. Para além do próprio vinho, feito a partir das castas Syrah e Touriga Nacional, toda a imagem do rosé RG Rita Guerra, produzido na Quinta do Feno, deixa a cantora de coração cheio. “Para já, a cor do vinho é lindissíma, é das minhas favoritas, um pêssego salmonado. A garrafa foi escolhida por mim, e é muito elegante. O rótulo e a cápsula são em branco mate, e o topo da cápsula também tem a minha tatuagem. O texto do contrarrótulo é meu… Estou mesmo muito orgulhosa”, conclui. No evento de lançamento, que se realizou na Garrafeira Living Wine, em Lisboa, a artista contou com o carinho do marido, André Bergano, e dos filhos, Diogo e Madalena. “O Diogo tem sido o meu produtor e compositor, tem produzido os meus últimos trabalhos. A minha filha está a tomar parte da criação das nossas canções – nomeadamente a última, ‘Nas Pontas dos Pés’, é dela –, como também de uma série de trabalhos com o Diogo para outros colegas. E ela própria canta que é uma coisa louca!”, adianta a mãe. Estiveram também fãs e amigos, entre os quais Tony Carreira, com quem a cantora prepara uma novidade: “O Tony convidou-me para gravarmos um dueto. Obviamente que acedi e estou ansiosa para ver o que vai sair… Vai ser bonito de certeza!” Além dessa canção a dois, Rita Guerra tem também prevista uma nova música para lançar até ao final do ano.


