O antigo presidente do Banco Espírito Santo (BES) e Grupo Espírito Santo (GES) está em liberdade, sabe a Lux.
Após pouco mais de quatro meses em prisão domiciliária, na sua casa em Cascais, Ricardo Salgado, de 71 anos, viu o Tribunal rever a sua medida de coação, podendo estar sujeito ao Termo de Identidade e Residência (TIR) – a mais leve prevista pela lei.
Continua, porém, proibido de contactar os outros seis arguidos do caso BES, no qual foi constituído arguido em julho passado, indiciado por factos susceptíveis de integrarem os crimes de burla qualificada, falsificação de documentos, falsificação informática, branqueamento, fraude fiscal.
Já o era desde novembro do ano passado no caso Monte Branco, que investiga a maior rede de branqueamento de capitais do país. Na altura ficou em liberdade mediante pagamento de caução de três milhões de euros, entretanto reduzida para metade.
Durante o cumprimento da prisão domiciliária, Ricardo Salgado foi visto na rua, uma vez, quando foi votar nas eleições legislativas, no passado dia 4 de novembro, acompanhado pela mulher.
Tem sido, precisamente, Maria João Salgado o grande apoio do ex-banqueiro, sobretudo depois do afastamento de vários membros da família que entraram em conflito com o antigo presidente do GES.
Mário Soares também foi uma das pessoas com maior notoriedade pública a visitar Ricardo Salgado, na sua casa em Cascais, justificando-o com uma amizade de muitos anos.


