50º Capitulo de “PÓ DE ARROZ E JANELINHA”. Iniciativa de Alice Vieira e Manuela Niza E pronto, estava-se mesmo a ver no que isto ia dar: novo confinamento, recolher obrigatório. E vão por mim que ainda vai ser pior. E a culpa não é do vírus, a culpa é nossa. As pessoas ouvem, lêem, vêem televisão, mas encolhem os ombros, aquilo não é com eles, “quero lá saber, eu faço aquilo que acho que devo fazer, estamos numa democracia,” etc,etc… E andam nas ruas sem máscaras, ou com máscaras por baixo do queixo, o que deve servir para muito, ou penduradas no braço, o que ainda deve servir para mais. Há dias, aquela senhora que aparece na televisão a explicar tudo, acho que é ministra ou assim, explicou muito bem que os ajuntamentos familiares em casa são dos maiores portadores do vírus. Pois a minha Perpétua, que está sempre atenta a essas coisas e às vezes até toma notas para não se esquecer, ligou à nossa prima Etelvina, a dizer-lhe para ter cuidado. A prima Etelvina vive sozinha, mas tem uma data de filhos e noras e genros e, aos sábados, vai tudo almoçar lá a casa. Claro que se beijocam e abraçam todos, e mal entram em casa tiram logo as máscaras, é uma alegria. E em vez de lhe dizer “obrigada pelo teu cuidado”, não, deixou de lhe falar. Que sabia muito bem o que estava a fazer, que aquela era a família dela, era o que faltava que não pudessem estar todos juntos uma vez por semana! Continue a ler em

