Sábado, Janeiro 17, 2026
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Relembre a entrevista de Beatriz Batarda à Lux

Há menos de um mês, recém-chegada de Moçambique, Beatriz Batarda abriu o coração e contou à Lux como foi estar, pela primeira vez, longe das filhas, Leonor, de 8 anos, e Maria, de 6, fruto do casamento com o compositor e pianista Bernardo Sassetti.

Releia aqui um excerto da entrevista em que fala na sua vida familiar:

«(…)

Lux – Sei que não gosta de falar da sua vida privada…

B.B. – Mas tenho uma vida para além do meu trabalho! [risos].

Lux – Dedica muitas vezes os prémios que conquista às suas filhas, Leonor e Maria. Elas acompanham o seu trabalho?

B.B – Nunca viram um filme meu até porque são muito novas. A minha vida profissional é completamente separada da minha vida familiar e pessoal. Já aconteceu trabalhar com o meu marido, mas aquilo que acontece é que não há infiltrações da nossa profissão na nossa rotina familiar.

Lux – Mas as suas filhas têm noção do que é ser atriz?

B.B – Sim. Apenas viram os trabalhos que fiz com o meu marido, como recitais ou a «Menina do Mar», de Sophia de Mello Breyner, que é mais virado para as idades delas.

Lux – Reconhece algum talento nelas, que possa dizer se irão seguir a carreira da mãe ou do pai?

B.B – Acho que é muito cedo para definir. O ambiente em que elas vivem é bastante livre e ligado às artes. Têm um avô pintor, uma tia atriz, um primo ator (Bartolomeu Paes), um pai e um tio pianistas… Enfim, estão rodeadas do meio, não tanto artístico, mas virado com apreço e prazer para essa forma de expressão. É normal que isso acabe por influenciar esta construção da identidade delas. Agora, eu, como mãe, só quero que elas façam aquilo que elas queiram fazer no futuro.

Lux – Sofre quando tem que se separar delas para trabalhar?

B.B – Esta viagem a Moçambique foi a primeira vez que me ausentei sem as minhas filhas, desde que elas nasceram. Nunca tinha acontecido. Tenho feito filmes, mas sempre por aqui e a única vez que saí elas eram pequeninas, ainda não andavam na escola e, por isso, foram comigo.

Lux – Então é daquelas mães-galinha agarradas ao telefone?

B.B – Não é questão de ser mãe-galinha. Os filhos são parte de nós, e conseguir reconhecer que são seres independentes é uma aprendizagem que ainda tenho de fazer. Ser atriz é uma profissão dura, em termos de carga horária, muitas vezes a trabalhar em condições precárias, nomeadamente em Africa, com produções com muito pouco dinheiro. É uma profissão que exige emocionalmente um esforço, muitas vezes violento. Por isso, sei que trabalho no que gosto, mas também para lhes dar um futuro melhor.

(…)»

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