Quarta-feira, Janeiro 14, 2026
spot_img

Latest Posts

Quase um terço das crianças passa mais de nove horas por dia nos infantários

Quase um terço das crianças portuguesas passa mais de nove horas por dia nas creches e a esmagadora maioria ocupa parte do tempo a ver televisão em jardins-de-infância, segundo um estudo da DECO.

O inquérito feito a pais de crianças entre um e cinco anos, publicado na revista Proteste, mostra que para a maioria dos progenitores o horário dos estabelecimentos é adequado, embora um em cada cinco deseje que as suas portas fechem mais tarde.

Mesmo com 32 por cento das crianças a passarem mais de nove horas nas creches, há 27 por cento de pais com filhos entre um e dois anos (creches) e 10 por cento com crianças nos jardins-de-infância (entre três e cinco anos) a afirmarem que gostariam que as instituições abrissem ao sábado.

De acordo com o inquérito, feito com base em 2884 questionários, a esmagadora maioria (90 por cento) das crianças entre os três e os cinco anos ocupa parte do seu tempo a ver televisão em jardins-de-infância e para 42 por cento esta rotina é quase diária.

Nas creches, 73 por cento das crianças até aos três anos vêem televisão e tal acontece quase todos os dias para mais de metade, concluiu o estudo da Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores, que fez o inquérito com as congéneres da Bélgica, Itália e Espanha.

Entre os quatro países, Portugal tem a maior percentagem de crianças a ver televisão nas creches.

O período mais frequente de estar em frente ao ecrã prolonga-se até uma hora, apesar de entre 36 e 42 por cento dos inquiridos desconhecer o tempo que os seus descendentes estão a ver televisão.

A larga maioria dos inqueridos está insatisfeita com a oferta de creches e jardins-de-infância, 71 e 56 por cento respectivamente, sendo o Algarve com piores resultados e a zona Centro com maior satisfação das famílias.

Entre as famílias sem filhos em estabelecimentos de ensino, a falta de vagas impediu 39 por cento de os colocar em jardins-de-infância e 14 por cento em creches.

Os que têm crianças a frequentar escolas privadas, com ou sem fins lucrativos, 32 por cento em creches e 39 por cento em jardins-de-infância tentaram inscrevê-los no público, mas sem sucesso.

Segundo a DECO, 80 por cento dos pais fazem a inscrição antes de os filhos começarem a frequentar a escola, em média com cinco meses de antecedência, sendo «raro» o reembolso ou dedução das quantias pagas, que em média atinge 107 e 99 euros por mês em creches e jardins de infância, respectivamente.

O inquérito indica também que cerca de duas em cinco famílias com crianças até aos três anos referiram que o encargo com a creche assume uma parcela importante nas finanças, gastando um valor de referência mensal de 150 euros. No jardim-de-infância o montante baixa para os 110 euros por mês.

Um quarto dos inquiridos sem filhos nas escolas não chegou a inscrevê-los por considerar «os preços demasiados elevados».

A região de Lisboa e Vale do Tejo e a zona Norte praticam os preços mais elevados do país, chegando os custos a ultrapassar os 300 euros mensais.

Os pais inquiridos apontam também como falhas o elevado número de crianças até aos três anos na mesma sala e a mudança de educador durante o ano, principalmente nas escolas privadas.

Latest Posts

spot_imgspot_img

Don't Miss

Stay in touch

To be updated with all the latest news, offers and special announcements.