António Melo Ribeiro, de 67 anos, aterrou em Istambul na altura em que estava em curso a tentativa de Golpe de Estado Militar na Turquia, que já fez perto de 200 vítimas mortais.
“Eu aterrei para aí às 22h10 e havia uns portugueses que iam apanhar um voo para Teerão e já não apanharam. Começou naquela altura a revolução. Havia um delay nos voos todos e ninguém disse nada. Zero”, lamentou.
Era suposto fazer escala para seguir para Carachi, mas acabou por ficar retido no edifício, onde viveu momentos de tensão: “Entretanto ouvimos nos altifalantes uns manifestantes a as pessoas começaram aos gritos, a correr e a fugir, sem percebermos porquê”.
Percebeu, pouco depois, que manifestantes pró-Governo tinham arrombado a porta do aeroporto para poderem protestar no interior do edifício. “Eles passaram mesmo aqui onde estou, e nós fugimos todos para trás das portas do check in. Passaram com bandeiras, mas não iam armados nem nada. Não fizeram mal a ninguém”, detalhou o consultor, que espera voo para continuar viagem até Carachi, no Paquistão.
A tentativa de Golpe de Estado naquele país começou com o cerco e bombardeamento da zona do palácio presidencial em Ancara por parte de uma facção das Forças Armadas, que controlaram os edifícios da comunicação social. Depressa o Presidente Recep Tayyip Erdogan, que está fora da capital, de férias, pediu apoio aos populares, que saíram às ruas para protestar contra os militares golpistas. E, pouco depois, Erdogan dizia que a situação estava controlada. Mas já de madrugada houve um tiroteio na Praça Taksim, em Istambul, com várias foram registadas várias vítimas mortais. Ao todo, teme-se que o número de mortos resultantes desta ação militar se aproxime de 200.

