O presidente moçambicano, Filipe Nyusi, anunciou hoje numa comunicação ao país que o papa Francisco visita Moçambique na primeira semana de setembro deste ano, considerando que se trata de um “momento histórico”. A visita do Papa e incluirá também passagens por Madagáscar e as ilhas Maurícias. Recorde-se que a passagem do ciclone Idai pelo centro de Moçambique e particularmente na cidade da Beira, Maláui e Zimbabué teve um balanço bem mais trágico e dramático do que inicialmente estimado, quer em enormes perdas de vidas humanas e de feridos, quer em destruições e perdas de bens. Com fortes chuvas e ventos até 170 quilómetros por hora, o ciclone atingiu a Beira, a quarta maior cidade de Moçambique, deixando cerca de 500 mil residentes sem energia e linhas de comunicação. Estimativas iniciais do Governo de Moçambique apontaram para 600 mil pessoas afetadas, incluindo 260 mil crianças mas o Presidente moçambicano fala num desastre humanitário de grandes proporções e estima que a catástrofe tenha provocado milhares de vítimas mortais. O número de pessoas afetadas é de 803.984 pessoas, segundo o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades. Número de pessoas salvas subiu para 135.827.

