Olivier da Costa esclareceu os motivos da detenção pela ASAE através de um comunicado enviado às redações.
«Nas passadas madrugadas de sexta e de sábado, por volta das 02 horas, a ASAE levou a cabo inspecções ao Guilty by Olivier, na sequência de um conjunto de iniciativas da ASAE, desde Outubro deste ano. No seguimento destas visitas, Olivier da Costa foi detido, por um curto espaço de tempo e pelo alegado cometimento do crime de desobediência, em ambas as situações neste fim de semana, sendo a justificação para a detenção o facto de o Guilty não ter autorização de “bar com dança”, uma vez que teriam sido encontrados clientes a dançar no local, por ocasião da intervenção da ASAE. (…) Desde a abertura do Guilty, um espaço em que o restaurante à noite se torna mais lúdico e animado e com encerramento às 2h00, Olivier da Costa já foi detido por três vezes no espaço de menos de um mês.
Como anteriormente referido, este processo arrasta-se desde final de Outubro, data da primeira visita da ASAE ao Guilty, em virtude da suposta falta de uma licença camarária, questão burocrática que foi de imediato resolvida, com a autorização da Câmara Municipal de Lisboa para a actividade de restauração e bebidas.
Posteriormente, as inspecções da ASAE têm estado relacionadas com a ausência de uma licença específica que permita que este seja um espaço dançante. Na sequência deste processo já foram tomadas as providências necessárias no sentido de acomodar as recomendações da ASAE, uma vez que o Guilty corresponde a um conceito novo sem igual, que agrega as componentes de restaurante e bar, sendo que, não tendo sido idealizado para ter qualquer zona de dança, os respectivos clientes têm vindo, por sua iniciativa, a utilizar cada recanto do estabelecimento para o efeito. Apesar de todas estas medidas, que já envolveram avultados investimentos, no sistema de segurança, por exemplo, entendeu a ASAE que o local apresentava clientes a dançar pelo que, como consequência, deteve Olivier, proprietário do Guilty. O restaurateur foi detido por cerca de meia hora e libertado de imediato. Olivier está a procurar por todos os meios resolver esta situação e a trabalhar activamente no sentido de salvaguardar os interesses dos trabalhadores e dos clientes, aguardando o desfecho deste processo nesta 4ª feira, 14 de dezembro, data em que terá lugar a segunda audiência do julgamento a que Olivier responde pelo crime de desobediência», pode ler-se no comunicado.
Recorde-se que o Guilty abriu em abril deste ano e segundo o comunicado encontra-se no seu funcionamento normal, estando aberto diariamente até às 2horas.

