Quarta-feira, Janeiro 21, 2026
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Olhe para o que come

Muito se diz sobre o equilíbrio alimentar, mas a verdade é que esse equilíbrio depende em grande parte do nosso controlo, da nossa vontade. Por alguma razão o cérebro está acima do estômago.

Muito provavelmente, para termos a capacidade de pensar acima de tudo no tipo de nutrição que devemos seguir. Mais importante ainda, isso inclui a quantidade e a qualidade de alimentos que ingerimos.

O cérebro reage primeiro aos estímulos visuais e às informações que os olhos lhe transmitem. As imagens são processadas mais rapidamente do que as informações que outros sistemas do nosso organismo transmitem, talvez com excepção das sensações tácteis e epidérmicas, como frio e calor.

Basicamente, os nossos cinco sentidos, visão, audição, paladar, tacto e olfacto, são responsáveis pelas

sensações que mais depressa alcançam o cérebro. Neste conjunto não está incluído o processo digestivo. Desde que começamos a comer até que o nosso estômago comece a aperceber-se de que está cheio, passam cerca de 20 minutos.

Essa é uma mensagem enviada pelo cérebro, que necessita desse espaço de tempo para dar ordem ao corpo para parar de comer. Por isso mesmo, faz toda a diferença a velocidade a que comemos. Se devoramos a comida rapidamente, vamos com toda a certeza ingerir muito mais alimento do que se comêssemos devagar, pausadamente, descansando os talheres entre cada garfada. Vale a velha regra de mastigar cem vezes antes de engolir.

Claro que não vamos começar a contar as vezes que mastigamos, mas devemos ter presente que se mastigarmos devagar, duas coisas acontecem: ingerimos menos comida e facilitamos o processo digestivo, que é iniciado na boca, com as enzimas presentes na saliva.

Um bom princípio a seguir é usar a nossa capacidade visual neste processo. Olhe para aquilo que está a comer, avalie a quantidade daquilo que vai ingerir. Todos temos a capacidade de analisar se o alimento que temos à nossa frente é em excesso ou não.

Lembremo-nos de que o nosso estômago não tem a capacidade de contar calorias, mas os nossos olhos e o nosso cérebro têm. O nosso estômago tem a capacidade de dilatar para acomodar a comida que é ingerida e para ele tanto faz que seja uma pequena dose de batatas fritas ou um pacote gigante.

Até porque normalmente os excessos não são cometidos com alimentos saudáveis, como brócolos cozidos, mas sim com comida rápida, como pizzas, hambúrgueres e cachorros quentes.

Olhe para o tamanho das coisas que está a pedir, olhe para a quantidade de comida que tem à sua frente. Provavelmente, vai começar a tomar consciência daquilo que come e da quantidade. Conte mentalmente as calorias de um hambúrguer gigante, de três andares, repleto de molho e queijo, e o equivalente a um hambúrguer normal, apenas com uma fatia de carne dentro de um pão pequeno, com uma folha

de alface e molho de tomate.

A realidade é que o seu estômago tanto fica sem fome com o hambúrguer pequeno como com o gigante. A diferença está em nós, porque muitas vezes não distinguimos a fome

da «vontade de comer».

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