O Presidente dos Estados Unidos saudou, no final desta noite de sábado, a votação histórica na Câmara dos Representantes que aprovou a sua proposta de reforma da saúde pública que vai beneficiar dezenas de milhões de norte-americanos.
O texto, com cerca de 2000 páginas foi aprovado na Câmara dos Representantes por uma escassa margem: 220 votos a favor contra 215 contra.
Após 12 horas de debate e uma intervenção de última hora do Presidente, «é uma proposta de lei que vai proporcionar estabilidade e segurança aos americanos que já têm uma cobertura, opções de cobertura de qualidade para os que ainda não têm e vai fazer baixar os custos da saúde para as famílias e para as empresas», escreveu Barack Obama num comunicado emitido após a votação.
«Além disso, esta proposta de lei está inteiramente financiada e vai reduzir o nosso défice», acrescentou.
Apesar de ter passado nesta prova de fogo ainda falta outra igualmente difícil: o Senado. É que só com uma maioria de 60 votos em 100 é que a proposta de lei poderá passar no Senado. De outro modo, a minoria republicana conseguirá bloquear «ad aeternum» a votação, pelo recurso ao «filibustering».
O «filibustering» é uma espécie de técnica de empata, através da qual os senadores podem usar da palavra sem limite de tempo, excepto se 60 declararem estar suficientemente esclarecidos e reclamarem votação imediata.


