O Verão é a época do ano pela qual a maior parte de nós anseia, já que o sol, o calor, a praia, os passeios, os desportos e o convívio ao ar livre são prazeres essenciais para quebrar as rotinas do resto do ano. Mas o calor, que permite mais actividades fora de quatro paredes, também pode ser um problema, podendo provocar desidratação.
Estamos, pois, numa altura ideal para falar de hidratação.
Como, quando e quanto são questões que surgem muitas vezes e que não são excepção à confusão de mensagens relacionadas
com a alimentação que deixam as pessoas perplexas e sem saber o que devem realmente fazer.
O que beber, quando beber e quanto beber?
A resposta é água a qualquer hora, mas no que diz respeito à quantidade a resposta não é tão simples. A água é o componente principal do nosso organismo e todos os órgãos dependem dela para funcionar adequadamente. A água permite eliminar aquilo de que o corpo não precisa, permite transportar nutrientes até às nossas células e fornece o ambiente no qual o nosso metabolismo funciona, nomeando apenas algumas das suas funções. Se a quantidade de água que perdemos exceder a quantidade que bebemos e não forem repostas as perdas, o resultado pode ser a desidratação – situação em que a água presente no organismo não é suficiente para que possam ser executadas as suas funções normais. Entre outras causas (como febre ou diarreia), não beber água suficiente quando se faz exercício ou quando está
calor pode resultar em desidratação, sendo muito importante lembrar que crianças, pessoas mais velhas ou doentes estão em maior risco. A desidratação ligeira ou moderada
é reversível através da ingestão de água, líquidos e alimentos ricos em água, mas a desidratação grave necessita de tratamento médico imediato. A maneira mais segura de agir é evidentemente prevenindo a desidratação.
A principal fonte de água na alimentação é a água simples da torneira, podendo também optar pela engarrafada, variando a marca para ir ingerindo diferentes minerais. Águas com sabores são também uma opção, sobretudo para quem tenha dificuldade em beber água, mas devemos ter atenção aos rótulos, pois podem conter açúcar ou adoçantes e ter calorias. Também o chá e o café podem ser fontes de água, mas sobretudo se forem diluídos, sendo importante lembrar que têm cafeína. Sumos de fruta naturais também contêm água e podem ser bebidos ocasionalmente pois contêm (se acabados de fazer!) vitaminas e minerais, mas é preciso ter em mente que fornecem calorias e que muitas vezes não contêm a fibra da fruta (que deve ser comida e, só ocasionalmente, bebida).


