Sábado, Março 7, 2026
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O bom aluno que apertou a mão a Barack Obama

Com apenas 18 anos, Scott Paiva, luso-descendente, teve a oportunidade de conhecer o presidente dos EUA. Tudo começou quando, no semestre antes de vir de férias para os Açores, um professor do liceu de New Bedford pediu à turma de futuros caloiros para traçarem um plano de negócios, desafio anualmente lançado pela
Network for Teaching Entrepreneurship (NFTE), uma organização sem fins lucrativos destinada a «ajudar jovens de comunidades pobres a formar competências e a libertar a sua criatividade empreendedora».

O projecto de Scott Paiva, uma empresa que ajudaria os jovens da cidade universitária de Boston a lidar com declarações de impostos e outras burocracias, foi um dos melhores, e passou à competição inter-turmas da escola, onde voltou a ganhar e chegou à fase nacional. O luso-descendente recebeu perto de quatro mil euros.

«No fundo, é um negócio que já corria na família», revelou o pai, nascido na vila de Rabo de Peixe – e que também apertou a mão a Obama – e a mãe, de Ribeira de Chã.

Os pais de Scott Paiva conheceram-se em New Bedford e têm uma empresa de serviços relacionados com impostos.

Na Casa Branca com uma gravata oficial

A visita demorou duas horas e deu para conhecer todos os recantos da Casa Branca e terminou na sala oval. Foram acompanhados por uma comitiva da NFTE até ao escritório do presidente.

«Obama apertou-nos a mão, falou cinco minutos connosco e deu-nos a gravata oficial da presidência», recordou Scott em declarações ao «I».

«Éramos oito, mas na sala ao lado viam-se seguranças e pessoal dos serviços secretos, just in case», revelou, acrescentando que «quando entrámos, ele já sabia os nossos nomes e quais eram os nossos projectos.»

Para o luso-descendente é «difícil descrevê-lo», revelando que «pela forma como nos apertou a mão, pelo interesse que tinha no que estávamos a dizer, pela forma como nos olhava directamente nos olhos, pareceu-me uma pessoa muito centrada».

«Disse-me: “Acho que a tua ideia podia dar jeito ao pessoal do meu gabinete”», recorda Scott que garante, não trocava as finanças pela política.

«É muito desconcertante para alguém da minha idade conhecer o presidente, mas acho que vai ajudar-me.»

Da visita retirou uma lição: «Nunca desistir de uma ideia.»

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