Com apenas 18 anos, Scott Paiva, luso-descendente, teve a oportunidade de conhecer o presidente dos EUA. Tudo começou quando, no semestre antes de vir de férias para os Açores, um professor do liceu de New Bedford pediu à turma de futuros caloiros para traçarem um plano de negócios, desafio anualmente lançado pela
Network for Teaching Entrepreneurship (NFTE), uma organização sem fins lucrativos destinada a «ajudar jovens de comunidades pobres a formar competências e a libertar a sua criatividade empreendedora».
O projecto de Scott Paiva, uma empresa que ajudaria os jovens da cidade universitária de Boston a lidar com declarações de impostos e outras burocracias, foi um dos melhores, e passou à competição inter-turmas da escola, onde voltou a ganhar e chegou à fase nacional. O luso-descendente recebeu perto de quatro mil euros.
«No fundo, é um negócio que já corria na família», revelou o pai, nascido na vila de Rabo de Peixe – e que também apertou a mão a Obama – e a mãe, de Ribeira de Chã.
Os pais de Scott Paiva conheceram-se em New Bedford e têm uma empresa de serviços relacionados com impostos.
Na Casa Branca com uma gravata oficial
A visita demorou duas horas e deu para conhecer todos os recantos da Casa Branca e terminou na sala oval. Foram acompanhados por uma comitiva da NFTE até ao escritório do presidente.
«Obama apertou-nos a mão, falou cinco minutos connosco e deu-nos a gravata oficial da presidência», recordou Scott em declarações ao «I».
«Éramos oito, mas na sala ao lado viam-se seguranças e pessoal dos serviços secretos, just in case», revelou, acrescentando que «quando entrámos, ele já sabia os nossos nomes e quais eram os nossos projectos.»
Para o luso-descendente é «difícil descrevê-lo», revelando que «pela forma como nos apertou a mão, pelo interesse que tinha no que estávamos a dizer, pela forma como nos olhava directamente nos olhos, pareceu-me uma pessoa muito centrada».
«Disse-me: “Acho que a tua ideia podia dar jeito ao pessoal do meu gabinete”», recorda Scott que garante, não trocava as finanças pela política.
«É muito desconcertante para alguém da minha idade conhecer o presidente, mas acho que vai ajudar-me.»
Da visita retirou uma lição: «Nunca desistir de uma ideia.»


