O copiloto do Airbus A-320 da Germanwings que se despenhou terça-feira nos Alpes franceses provocando a morte a 150 pessoas, tinha 630 horas de voo e estava ao serviço desde setembro de 2013.
A revelação foi feita pelo grupo alemão Lufthansa, proprietário da Germanwings, em declarações à agência AFP.
Na terça-feira a companhia já tinha referido que o comandante do aparelho tinha uma experiência acumulada de 10 anos com mais de 6.000 horas de voo.
Lufthansa não confirma que um dos pilotos não estava ao comando do aparelho
O grupo alemão Lufthansa, ao qual pertence a companhia Germanwings, referiu hoje que não poder confirmar que um dos pilotos do Airbus A-320 que se despenhou nos Alpes franceses não estava na cabine de comando no momento do acidente.
Em declarações à agência noticiosa DPA, um porta-voz da Lufthansa disse «não ter atualmente nenhuma informação que possa confirmar a notícia do diário New York Times», numa referência à notícia divulgada na madrugada de que aos comandos do aparelho estava apenas um dos pilotos.
No entanto, a companhia alemã comprometeu-se a divulgar toda a informação da tragédia, onde morreram 150 pessoas, e apelou a que não seja dado crédito a «especulações» sobre as causas do acidente do voo 9525 entre Barcelona e Düsseldorf.
Piloto da Germanwings ficou sozinho no ‘cockpit’ antes do acidente – investigador
As gravações áudio registadas no avião da Germanwings que se despenhou na terça-feira nos Alpes franceses revelam que um dos pilotos saiu do ‘cockpit’ e não conseguiu reentrar, adiantou um militar envolvido na investigação ao jornal New York Times.
As gravações do ‘cockpit’ mostram uma conversa «muito tranquila» entre os pilotos durante a parte inicial do voo, que partiu de Barcelona em direção a Düsseldorf, tendo posteriormente um dos pilotos abandonado o local sem conseguir reentrar.
«O homem que ficou do lado de fora bate ligeiramente na porta e não tem resposta. Depois, bate com mais força e continua sem resposta. Nunca há resposta. Pode ouvir-se que ele está a tentar deitar a porta abaixo», disse o investigador.
Lusa


