O comandante Gregorio di Falco, da capitania dos Portos de Livorno, recusa o título de herói italiano pelo seu comando das operações de salvamento do «Costa Concordia» depois de Francesco Schettino ter abandonado o navio.
«Qualquer outro no meu lugar teria feito exatamente o que eu fiz», afirmou o comandante num encontro com os jornalistas, reiterando que cumpriu apenas o seu dever.
«Esqueçam-me. Parem de falar sobre mim. O herói não sou eu. O herói é o meu imediato, Alessandro Tossi, que de olhos postos no radar, percebeu o que ia acontecer naquela noite», pede di Falco, que confessa que não conseguiu dormir nos quatro dias que se seguiram ao naufrágio.
No entanto, apesar de recusar o título de herói italiano, o comandante aponta aqueles que para si fora heróis.
«Você sabe quem resgatou todos aqueles passageiros depois do comandante ter abandonado o navio? Um rapaz maravilhoso do nosso helicóptero. Marco Savastano. É este nome que devem escrever. Até deviam era encher uma página com os nomes dos membros da Guarda Costeira, da Polícia Marítima, dos bombeiros, da proteção civil que naquela noite se esqueceram de si para ajudar os outros», afirma.


