A rede social My Social Project, lançada há seis meses por um grupo de jovens empreendedores, conta já com 200 instituições de solidariedade social e cerca de 2.500 voluntários inscritos para apoiar diferentes projetos no país.
Pedro Bártolo, um dos fundadores da rede que visa mobilizar «pessoas, empresas e causas» para a concretização de projetos sociais, faz um «balanço muito positivo» dos primeiros meses de funcionamento da plataforma.
«Neste início estivemos sempre muito focados em mobilizar algumas pessoas para a rede, em ganhar a confiança das instituições de solidariedade, dar-lhe a perceber e a sentir que o projeto é credível e que podem encontrar ali uma resposta às suas necessidades», explicou o jovem.
Agora que a rede começa a ter «algum movimento», os jovens vão começar a abordar as empresas para se associarem ao projeto e ganharem «alguma massa crítica», divulgando «as suas políticas de responsabilidade social e quem sabe injetar algum dinheiro, de algumas oportunidades, junto das causas».
Esta plataforma é formada por jovens, muitos dos quais «trabalham afincadamente e de uma forma comprometida para ficar em Portugal».
«Muitas das pessoas do grupo de trabalho são altamente qualificadas em Portugal e no estrangeiro e estamos todos a tentar evitar sair do país, montando alguns projetos de solidariedade, porque continuamos a acreditar que queremos ficar junto da família e da nossa cultura», disse o jovem, licenciado em Gestão Industrial.
Este projeto é um «bom exemplo de cidadania que tenta lutar contra a maré. A nossa geração irá ter muitas dificuldades em conseguir ficar em Portugal e isto faz com que o sentimento que temos seja de compromisso e de responsabilidade, mas também de nos superarmos».
Lusa

