O Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado (MNAC), em Lisboa, vai inaugurar, a 20 de fevereiro, a nova exposição permanente, com uma centena de obras do seu acervo.
De acordo com o MNAC, nesse dia serão inauguradas a exposição permanente “Arte Portuguesa 1850-1975 – Coleção MNAC”, e a mostra temporária da obra “Projeto Bidonville” (2002), de Maria Lusitano.
Em dezembro do ano passado, o diretor do Museu, Paulo Henriques, anunciou publicamente a programação e as prioridades do MNAC para 2013, entre as quais destacou a apresentação, em fevereiro, da exposição permanente.
“A primeira prioridade vai ser a abertura da exposição permanente da coleção de pintura e de escultura do museu, entre 1850 e 1975”, com uma centena de obras que são “lastro da memória artística do século XX e XXI”, sublinhou, na altura.
O acervo do MNAC documenta a produção artística em Portugal entre 1850 e a atualidade, “sendo o mais importante acervo, no que diz respeito à Arte Moderna e Contemporânea pertencente ao Estado”, indica a direção do museu numa nota de imprensa.
“Assim, é obrigação deste museu nacional disponibilizar estas coleções, em permanência, aos diferentes públicos que o visitam”, acrescenta a mesma nota.
Com um acervo de 4500 obras, o MNAC celebrou cem anos de existência a 26 de maio de 2011.
Na nota, o Museu indica ainda, sobre a exposição permanente, que “a evidente exiguidade das salas de exposição obrigou a uma seleção pequena e rigorosa de cerca de 100 obras, datadas entre 1850 e 1975, dispostas por cronologias e principais tendências artísticas de cada período”.
Por outro lado, as obras entre 1975 e a atualidade “serão apresentadas em exposições temporárias, organizadas segundo diferentes temas e ideias que as percorrem transversalmente”.
A nova exposição temporária, que será inaugurada no mesmo dia, na sala polivalente, intitula-se “Projeto Bidonville”, um vídeo da autoria de Maria Lusitano, pertence à Coleção António Cachola, encontrando-se em depósito no MNAC.
De acordo com a curadora Emília Tavares, em 2002, a artista recuperou um antigo filme super 8 doméstico, efetuado pelo pai, na década de 1970, sobre um dos maiores bairros de lata dos arredores de Paris, o de Champigny-sur-Marne.
Partindo duma nova projeção desse filme, “a artista interpelou a memória paterna e familiar sobre a realidade documentada, transformando-a numa fonte pública de conhecimento e possibilitando, assim, uma reflexão histórica e crítica sobre a mesma”.
“O estigma do emigrante português, pobre, analfabeto, depauperado das suas mais elementares condições de vida, permanece como a imagem dum regime fascista, elitista e antidemocrático, mas esta obra revela também a história recente duma Europa ainda distante da paridade social, da defesa dos direitos humanos e da dignificação do trabalho”, destaca a curadora.
As exposições inauguram a 20 de fevereiro, às 18:30, no MNAC, em Lisboa.
LUSA


