O Museu Coleção Berardo celebra seis anos na terça-feira, com um balanço de quase quatro milhões de visitantes e 67 exposições, e vai assinalar o aniversário no domingo, com um programa de atividades nos espaços expositivos, em Lisboa.
O museu instalado no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, foi inaugurado a 25 de junho de 2007 na sequência de um acordo de dez anos entre o Estado e o comendador e colecionador madeirense Joe Berardo, com um acervo inicial de 862 obras da coleção de arte moderna e contemporânea.
Um total de 3.948.738 pessoas visitaram as 67 exposições organizadas ao longo dos seis anos de vida do museu, de acordo com dados estatísticos da entidade enviados à Lusa.
Entre as exposições mais visitadas nesse período lidera a exposição de abertura do museu, com base na coleção Berardo (456.347 visitantes), seguindo-se as exposições permanentes mais recentes, «Coleção Berardo, 1960-2010» (350.583) e «Coleção Berardo 1900-1960» (252.216).
Nos seis anos, a entidade publicou 35 catálogos de exposições temporárias e sete roteiros da coleção, enquanto o serviço educativo do museu realizou 16.162 atividades com 306.339 participantes.
O sexto aniversário vai ser assinalado no domingo, 30 de junho, com atividades gratuitas para os visitantes do museu, com ateliers para crianças e visitas orientadas para adultos à exposição temporária «O Consumo Feliz».
Em 2007, quando o acordo foi feito entre ambas as partes, foi pedida uma avaliação independente à leiloeira internacional Christie`s, que avaliou as 862 obras obras em 316 milhões de euros.
Entre as obras avaliadas do conjunto constam um Picasso, cujo valor apreciado, na altura, ascendia a 18 milhões de euros, uma das peças mais caras da coleção, um quadro de Francis Bacon, avaliado em 15 milhões de euros, e um Andy Warhol avaliado em 12 milhões de euros.
O museu manteve uma política de entradas gratuitas, desde a inauguração, uma medida sempre defendida pelo colecionador Joe Berardo, mas que veio a ser alterada este ano, devido à redução de 30 por cento no apoio público, na sequência de um censo realizado pelo Governo às fundações do país.
Devido às restrições financeiras, a partir deste ano, as exposições temporárias que não obtenham mecenato passaram a ser de entrada paga, e o museu passou, em maio, a encerrar à segunda-feira, para reduzir custos.
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