Na passada quarta-feira, a crónica de Miguel Esteves Cardoso no Público continha a notícia que tanto ele como a mulher, Maria João, esperavam ouvir há muito tempo. Desta feita, era uma crónica escrita a esperança.
«Desta vez, a Maria João teve sorte. Nunca tinha visto uma médica a chorar. Foi a Maria João que puxou as lágrimas, quando a Dra. Teresa Ferreira lhe disse que não havia mais metástases dentro dela. Ficámos os três a chorar e a olhar para os outros olhos a chorar», escreveu o autor.
Depois de ter enfrentado um cancro da mama em 2009 e de, posteriormente, ter vencido as metástases deste no pulmão, Maria João tinha sabido há cerca de um mês que o cancro se tinha alastrado para o cérebro.
«A minha amada já tinha esquecido o futuro. (…) Estava convencida que estava cheia de metástases. Doía-lhe o corpo todo. Tinha desanimado. Estava preparada para a morte», confessou Miguel Esteves Cardoso na mesma crónica.
Porém, as boas notícias chegaram semanas depois da operação e deram novo alento à vida de ambos. «Depois – mas não logo, porque não é de momento para o outro que se desmorre – voltou a ver a vida pela frente. (…) A Maria João tem chorado por razões tristes. Desta vez estava a chorar de felicidade», sublinhou.


