Terça-feira, Janeiro 6, 2026
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ModaLisboa: Paula Rego e a tribo «Surma» no 1º dia do certame

A obra da pintora Paula Rego, a tribo africana «Surma» e até Zé Pedro, dos Xutos & Pontapés marcaram o arranque da 32ª edição do ModaLisboa, na Cidadela de Cascais.

Ora em jeito de metáfora ou em imagem real o universo da pintura, da música e da antropologia entraram, de mãos dadas, no mundo da moda no primeiro dia do certame.

A obra da pintora Paula Rego e esse «universo tão cheio de imaginação», como nos confindenciou José António Tenente, serviram-lhe de inspiração para criar a colecção a quem coube a honra de abertura da edição deste ano.

No próximo Outono/Inverno a mulher de Tenente vai andar «por aí» a oscilar entre a exuberância e o longílineo, sempre com a cintura vincada e as ancas bem defenidas. Aposta nas rendas, transparências, com folhos e volumes a definir as formas em ocre, púrpura, petróleo, azul noite e preto.

Para eles o criador propõe uma imagem mais sóbria e rígida com o rigor da contenção militar. A paleta é escura com toques suaves das cores vivas femininas.

A assistência composta por alguns vips das áreas da moda, da política e da música aplaudiram Tenente que caminhou na passerelle e sorriu para duas pessoas muito especiais, sentadas logo na primeira fila: os pais!

Galeria: todas as fotos dos desfiles de José António Tenente e Alexandra Moura

Os desfiles seguiram com a apresentação da colecção de Alexandra Moura, uma das mais arrojadas da noite. Um cheirinho africano tomou conta da passerelle com a entrada da primeira modelo. É negra e surgiu em tom de homenagem à tribo africana «Surma», habitante das margens do rio Omo, na Etiópia.

A tribo foi «transportada» para a passerelle através da maquilhagem e dos acessórios que Alexandra definiu para as cabeças das modelos. Folhas de palmeira, flores, ramos de árvore, penas, tudo junto foi conjugado de forma a conduzir o público até esta dimensão tribal.

Veja o vídeo com os desfiles e as entrevistas aos designers de moda

Devido à ausência de vestuário na tribo a silhueta desta colecção foi trabalhada debaixo de grande rigor técnico. Em lã, micro-fibra e algodão a mulher de Alexandra Moura vai andar pelas ruas, no próximo Inverno, vestida de castanho, preto com apontamentos de verde e azul.

Destaque para a maquilhagem. Como não podia deixar de ser: pinturas tribais. E se uma modelo negra abriu o desfile, também o fechou até porque Alexandra Moura prefere os bastidores. No fim do desfile surgiu por breves momentos, sorriu e «fugiu». Como confessou ao «Moda e Social» a estilista não considera importante o protagonismo na passerelle.

Texto:
Irene Pinheiro

Imagem:
Manuel Lino

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