O mês de julho foi o mais seco dos últimos 24 anos e o mais quente dos últimos 79, o que explica os valores altos de risco de incêndio a que esteve sujeito quase todo o país.
Em termos climatológicos, o mês de julho caracterizou-se como um mês seco e muito quente, tendo-se registado o valor médio da temperatura máxima do ar mais elevado desde 1931 referente ao mês de julho (31,75ºC), segundo o relatório mensal de risco de incêndio do Instituto de Meteorologia.
Durante este mês ocorreram duas ondas de calor, uma no início e a outra na última semana, e uma baixa precipitação, tendo o IM registado uma anomalia de -12,5 milímetros em relação ao valor considerado normal.
Julho apresentou por isso valores altos de risco meteorológico de incêndio (FWI) praticamente em todo o país.
No entanto, quando comparado com meses homólogos de anos anteriores, os valores de risco de incêndio foram inferiores aos de 2005, mas mantiveram-se acima dos registados nos últimos quatro anos e no período de 2003 a 2009.
A classe de risco de incêndio mais alta foi mesmo atingida em vários concelhos do interior do país, em particular a partir do dia 24 e até ao final do mês.
O IM iniciou ainda em julho a medição dos valores diários da quantidade de carbono libertada na atmosfera por ação dos incêndios florestais em Portugal continental, tendo registado nesse mês um valor acumulado de 49 607 toneladas.
O relatório destaca ainda que a quantidade de carbono libertado no período de 26 a 31 de julho correspondeu a cerca de 88 por cento do valor mensal acumulado.


