Yekaterina Samutsevich, membro da banda russa Pussy Riot que foi libertada da prisão esta semana, afirmou que os seus protestos contra o governo de Vladimir Putin devem ser «mais espertos» e que vai lutar para libertar as companheiras que ainda se encontram detidas.
Yekaterina, de 30 anos, disse ainda que está a tentar lidar com a atenção do público e com o maior controlo por parte das autoridades.
Em declarações à estação de rádio
Echo Moskvy, a cantora afirmou que quer «continuar as ações da Pussy Riot, mas isso significa que tenho que ser mais cuidadosa e mais esperta».
«É preciso entender que todas as conversas estão a ser ouvidas e os e-mails estão a ser lidos», disse Yekaterina, que passou o tempo na prisão a ler livros do filósofo esloveno Slavoj Zizek e do pensador francês Michel Foucault.
Recorde-se que Yekaterina, Maria Alyokhina, e Nadezhdha Tolokonnikova foram condenadas em agosto a dois anos de prisão por cantar uma «oração punk» na principal catedral de Moscovo.

