Márcia Rodrigues, editora de política internacional da RTP, e enviada especial no Egito para cobrir a situação no país, não ficou surpreendida com o caso da jornalista americana Lara Logan violada e agredida no Cairo.
Em declarações ao «Correio da Manhã» a jornalista da estação pública descreveu a insegurança que se vivia no terreno:
«Nessa noite, eu e o Carlos Matias (repórter de imagem) fomos ameaçados. No meio da multidão, dois indivíduos vieram ter connosco a gritar: «Go! Go! Go!» ao mesmo tempo que faziam o gesto de cortar a cabeça. Fizemos a reportagem e saímos dali», admitiu a repórter.
«Não sendo um cenário de guerra, nunca pensei que fosse tão perigoso. De tal forma que os jornalistas tiveram que ser retirados do hotel e protegidos por colunas militares, porque os manifestantes disparavam sobre as janelas».
Márcia Rodrigues revela que apanhou vários sustos na cobertura deste assunto:
«Eles cercavam-nos, agarravam-nos, tiravam-nos os microfones. Houve uma situação em que fiquei presa na multidão, quase a sufocar. Fui salva por um manifestante, que me atirou para o outro lado da barreira. Acabei por ter muita sorte».
Sorte que não acompanhou Lara Logan, a jornalista do programa «60 Minutos», da CBS. A repórter de 39 anos, casada e mãe de dois filhos, foi violada e agredida no Egito enquanto fazia a cobertura dos festejos na praça Tahrir no cairo, após a demissão do Presidente egípcio Hosni Muibarak


