Milhares de pessoas passaram no sábado diante da casa do Nelson Mandela, no bairro de Hughton, em Joanesburgo, numa grande demonstração de unidade da variada sociedade sul-africana na homenagem ao homem que sonhou com «a nação arco-íris».
Num ambiente bastante emocionado, pessoas das comunidades negra, branca e indiana da África do Sul juntaram-se diante da casa onde viveu o antigo Presidente sul-africano, empunhando cartazes com palavras de agradecimento a Mandela, levando flores ou, como algumas crianças, brinquedos de peluche.
«Estou aqui para prestar respeito ao grande homem, ele fez muito por nós. Infelizmente, não vamos poder ir a Qunu (onde, no dia 15, vai realizar-se o funeral), e por isso estamos aqui», disse à Lusa Zindi Mblatha, acompanhada pelo marido e dois filhos, ainda crianças.
O ambiente, que muitos compararam ao espírito que acompanhou o Mundial de Râguebi de 1998, comoveu até às lágrimas diversos presentes, como uma mulher que chorou quando entoava o hino nacional.
«O comboio da África do Sul vai em frente», disse à Lusa.
Um forte cordão policial isolava a mansão do casal Mandela e pessoas faziam fila para deixarem uma última mensagem em cartazes que foram ali colocados e que exibiam bandeiras de vários países, testemunho da passagem de muitos estrangeiros pelo local.
Diante de uma banca que montou na sexta-feira e onde vende camisas e emblemas com o rosto de Mandela, Regina Makoko faz um horário de oito horas diárias no local.
A meio da próxima semana, vai empreender uma longa viagem até Qunu, na província do Cabo Oriental, onde, no dia 15, se realiza o funeral de Mandela.
«Se estiverem por lá, ver-me-ão a vender a mesma coisa», disse, rindo-se, para os jornalistas.
A morte de Nelson Mandela, aos 95 anos, foi anunciada na quinta-feira à noite pelo Presidente da República da África do Sul, Jacob Zuma, motivando de imediato reações de pesar a nível mundial.
Mandela foi o primeiro Presidente negro da África do Sul, entre 1994 e 1999.
Lusa
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