Chama-se «Conversas Comigo Mesmo» o livro assinado por Nelson Mandela, editado em português, esta segunda-feira.
O livro, cujo prefácio é assinado pelo Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reúne cartas escritas durante os 27 anos que Mandela viveu na prisão, além de conversas com amigos sobre os assuntos mis íntimos daquele que foi um símbolo da luta contra o apartheid na África do Sul.
Trata-se de um apanhado de memórias do ex-Presidente sul-africano. Eis, abaixo, algumas dessas memórias:
– Mandela, que foi proibido de ir ao funeral do filho, morto num acidente de viação, revela agora: «Quando me disseram da morte do meu filho, tremi dos pés à cabeça.»
– Quando Winnie foi presa, Mandela disse-lhes: «Por muito tempo poderão viver como órfãs, sem a vossa casa e sem os vossos pais, sem o amor, afeto e proteção que a mamã vos costumava dar. Agora, não terão festas de aniversário nem Natais, presentes, vestidos novos, sapatos ou brinquedos.»
– «Um assunto que me preocupava profundamente na cadeia era a falsa imagem que estava a ser projetada de mim para o mundo exterior, a ideia de ser um santo. Nunca fui um santo, nem na definição terrena de santo – um pecador que continua a tentar melhorar.»


