A diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, manteve-se hoje à defesa no segundo dia do julgamento onde é acusada de ter permitido “por negligência” um enorme desvio de dinheiros públicos quando era ministra da Economia em França.
A presidente do Tribunal, Martine Ract Madoux atacou Lagarde sobre o valor do dano material – de 45 milhões de euros – reconhecido em 2008 em benefício do empresário Bernard Tapie, no âmbito do processo de arbitragem que permitiu a Bernard Tapie, homem de negócios e antigo ministro de esquerda francês, arrecadar mais de 400 milhões de euros em 2008.
“O coração deste caso ainda é o dano moral de 45 milhões de euros, quando (…) o dano moral pela morte de uma criança está estimado entre 30 a 50 mil euros. Enfim, é um valor colossal”, indignou-se Martine Ract Madoux.

