Karla Sofía Gascón, estrela de “Emilia Pérez”, continua na corrida para melhor atriz, apesar da polêmica sobre postagens ofensivas nas redes sociais. Em entrevista à CNN, Gascón, que fez história no mês passado como a primeira atriz abertamente transgénero indicada ao Oscar na categoria de Melhor Atriz, ofereceu mais uma vez as suas “mais sinceras desculpas a todas as pessoas que possam ter se sentido ofendidas” – acrescentando – “Não posso renunciar a uma indicação ao Óscar porque não cometi nenhum crime nem prejudiquei ninguém. Não sou racista nem nada que todas essas pessoas tenham tentado fazer os outros acreditarem que sou” A polêmica surgiu depois da jornalista Sarah Hagi ter partilhado capturas de tela de antigas publicações de Gascón nas redes sociais, nas quais criticava a cultura muçulmana, a morte de George Floyd e a direção do Óscar. Gascón, que desativou sua conta no X após a polêmica, pediu desculpas esta semana: “Quero abordar a conversa sobre minhas postagens anteriores nas redes sociais que causaram danos. Como membro de uma comunidade marginalizada, conheço muito bem este sofrimento e lamento profundamente ter causado dor. Toda a minha vida lutei por um mundo melhor. Acredito que a luz sempre triunfará sobre as trevas”, disse em comunicado. Num dos posts, Gascón comentou o caso Floyd, que morreu em 2020 após encontro com a polícia em Minneapolis: “Eu realmente acredito que poucos se importaram com George Floyd, um golpista viciado em drogas”, escreveu ela em parte. A atriz também criticou a cerimónia do Oscar 2021: “Os #Oscars estão cada vez mais a parecer uma cerimónia de premiação de cinema independente e vingativa, eu não sabia se estava a assistir a um festival afro-coreano, a uma manifestação do Black Lives Matter ou ao 8 de março”. Na entrevista à CNN, Gascón disse que não “reconheceu” algumas das postagens que ressurgiram. “Fui julgada, condenada, sacrificada, crucificada e apedrejada sem julgamento e sem opção de me defender”.

