O julgamento de Renato Seabra, acusado do homicídio do colunista Carlos Castro em Nova Iorque, continua sem data de início e, criticou o juiz Charles Solomon, está «muito atrás dos padrões e objetivos do tribunal».
Em nova audiência do caso no Tribunal de Nova Iorque, nesta sexta-feira, a procuradora Maxine Rosenthal voltou a alegar ter dois outros casos em mãos – um homicídio e outro de violação – com precedência sobre o de Renato Seabra, para escusar-se a avançar com a marcação da data de início do julgamento, conforme estava previsto.
Após a exposição da procuradora e vários alertas do juiz, Solomon acabou por marcar para 4 de junho nova sessão em que deverá ser agendado o início do julgamento determinando que, se entretanto algum dos outros dois casos não chegar a julgamento, a procuradora deve notificar o tribunal e a defesa de imediato.
«Não posso, nesta fase, forçá-la a estar preparada», disse o juiz, perante a insistência do advogado de defesa, David Touger, que afirma há meses estar preparado para o julgamento.
O juiz adiantou que quer que o julgamento arranque pouco depois» da próxima audiência, mas é possível que a procuradora volte a alegar falta de tempo para se preparar convenientemente.
Com as férias judiciais, normalmente em agosto, a aproximarem-se, aumenta o risco de que o julgamento só tenha lugar no Outono, quase dois anos depois dos factos.

