A manhã ainda mal começou, mas os primeiros efeitos da greve geral – a segunda no espaço de oito meses – já se fazem sentir. Os primeiros dados nos transportes apontam para uma forte adesão quer no setor público quer no privado, segundo a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações. Se vai trabalhar, pode esperar um dia bem complicado.
«Tendo como referência as últimas três greves podemos dizer que a de hoje é a que regista uma maior adesão quer no setor privado quer no setor público, com alguns transportes a registarem 100% como o Metropolitano [de Lisboa] e uma paralisação quase total na CP e nos transportes rodoviário e fluvial», disse à Lusa José Manuel Oliveira, da FECTRANS.
O sindicalista informou que por volta das 07:00 era «muito difícil» dar uma percentagem exata da adesão à greve nos transportes porque ainda está a receber informação de outras empresas espalhadas pelo país.
«Contudo, posso dizer que o Metro está parado, o transporte fluvial está reduzido aos serviços mínimos quer no rio Tejo quer no Sado, a CP nem sequer está a conseguir fazer aquilo que são os serviços mínimos. Temos os Transportes Sul do Tejo (TST) com 90% de adesão e a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) com 100%».


