As três horas de concerto estavam prometidas e os The Cure não falharam a prova de resistência na segunda noite de concertos do Optimus Alive’12. Da meia noite às três da manhã, Robert Smith e companhia revisitaram quase todos os 13 álbuns de estúdio e poucas terão sido as canções que ficaram por pedir pelos fãs.
Com o recinto do festival perto da lotação máxima (esperavam-se 50 mil pessoas no Passeio Marítimo de Algés), muitos foram os simples curiosos que quiseram recordar hinos de outras décadas, como «Friday I’m In Love» ou «Boys Don’t Cry», mas houve também fãs mais atentos à discografia dos The Cure que vibraram ao som de «Lullaby», «A Forest» ou «Killing An Arab». Os primeiros talvez não tenham resistido aos quase 180 minutos de música, claro está.
Num espetáculo visualmente pouco apetrechado, mas musicalmente competente, a banda britânica exibiu boa forma, capacidade de comunicação (sempre através de Smith) e uma mão cheia de trunfos para desbloquear momentos mais mornos durante a atuação. Entre a melancolia e a alegria borbulhante, do rock gótico à new wave, o concerto em versão «greatest hits» encerrou o Palco Optimus, por onde já tinham passado durante o dia os também britânicos Noah and the Whale e Mumford & Sons.
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