O Museu de São Roque, em Lisboa, encheu-se de figuras ilustres para acolher o lançamento da biografia de Maria José Nogueira Pinto, «Uma Vida Invulgar», escrita pela historiadora Maria João da Câmara: «Tinha uma enorme curiosidade em relação a esta mulher que sempre admirei. Tudo marcou na vida dela, desde as suas posições políticas até à maneira como morreu e como enfrentou a sua própria doença. Foi isso que me levou a escrever sobre ela.»
Inúmeros amigos e familiares estiveram presentes na homenagem, nomeadamente Pedro Santana Lopes, que afirmou ter tido a honra de trabalhar com Maria José e de acompanhar «o seu brilho, a sua superior inteligência e, acima de tudo, a sua integridade e o seu caráter».
Manuela Ferreira Leite, amiga próxima da deputada, fez um discurso emotivo, terminando com um desafio: «Experimentem ser como ela.»
Também Maria Cavaco Silva quis recordar Maria José com as seguintes palavras: «Recordo-a como uma amiga. Marcou bastante o nosso trajeto de vida. É impossível que alguém a tenha conhecido e que não tenha ficado marcado por ela. [Relativamente à doença] ela é que nos consolava. Ela cumpriu o seu tempo e deixou-nos uma memória muito rica.»
O viúvo da deputada, Jaime Nogueira Pinto, também fez questão de presenciar a homenagem, declarando que «a Maria José tinha sobretudo duas ou três características que infelizmente são bastante raras nas elites portuguesas e na classe política. Tinha convicções e não tinha medo de nada. Levava tudo até às últimas consequências, e pessoas assim fazem sempre falta».


