Casados há 13 anos, Maria e Salvador Sottomayor desejaram desde o primeiro minuto em que se tornaram casal, uma família numerosa.
Seguindo a linhagem do clã Sottomayor, o comandante da TAP, que é o mais velho de sete irmãos, confessa que Francisco, o quarto filho do casal, marca o fim da sucessão.
Fiéis às tradições católicas, Salvador e Maria entregaram mais um filho a Deus. O benjamim da família, que faz a delícia dos irmãos mais velhos, Duarte, de 8 anos, António, de 6, e Vasco, de 4, foi batizado no passado fim de semana, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Lisboa, numa cerimónia íntima para cerca de 60 convidados.
«É o quarto batizado que já tenho da minha responsabilidade e este é especial porque é a primeira vez que o meu pai não está cá para assistir. Nos anteriores convidámos mais gente, pessoas de fora e amigos, e neste restringimo-nos à família mais direta porque não estou com vontade para grandes festas. O meu pai faz-me muita falta mas, infelizmente, o ciclo da vida é este mesmo: nascer um filho e morrer um pai», desabafa Salvador Sottomayor, que viu o pai falecer pouco depois do nascimento do seu filho mais novo. «O Francisco teve a sorte de conhecer o avô e isso foi muito importante para mim, porque conheceu os meus filhos todos», disse ainda o comandante da TAP, com a voz entorpecida.
O bebé portou-se à altura do acontecimento, e neste dia de festa foi muito mimado pelos padrinhos, Lourenço Sottomayor e Catarina Cancela de Abreu, irmãos de Salvador, orgulhosos e seduzidos pela boa disposição do afilhado.


