Eunice Muñoz voltou a pisar o palco onde se estreou há precisamente 75 anos com a peça “Vendaval”, de Virgínia
Vitorino.
Na altura tinha apenas 13 anos, mas já desde os 5 que andava com os pais de terra em terra com o teatro itinerante. Agora, com 88, a mais conceituada atriz portuguesa foi aplaudida por uma plateia de amigos,
colegas, familiares e admiradores de várias gerações que encheram o Teatro Nacional D. Maria II,
em Lisboa.
“75 anos é obra, é quase único, mas 75 anos de uma carreira brilhante como esta é ainda mais memorável.
Todas as homenagens são poucas, temos que nos lembrar que cada momento com a Eunice é um privilégio e temos de desfrutá-lo. Mas ainda é preciso fazer mais. Devíamos fazer-lhe uma estátua, dar-lhe uma rua com o seu nome… Nunca é demais reconhecer o valor de alguém cujo contributo para a cultura e sociedade portuguesa é tão grande. E não tem a ver só com a sua longevidade mas sim com a qualidade do seu trabalho. A Eunice inspira não só gerações, como é ‘nossa’. Sinto-me um privilegiado por fazer parte desta festa”, revelou o seu colega e amigo Diogo Infante, que já partilhou o palco com a atriz várias vezes.
Também José Pedro Gomes, entre muitos outros, fez questão de estar presente nesta ocasião tão especial.
“Nunca trabalhei com a Eunice, não a conheço profundamente como outros colegas, mas tenho enorme respeito pelo que conheço dela, da sua vida. Olho para ela com uma enorme admiração. E já agora tenho de dizer que a Eunice foi ver-me ao hospital. Foi de transportes até ao Hospital de Cascais só para me ver. Acredito que toda a gente só tenha coisas boas para dizer da Eunice”, confidenciou o ator.

