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Fotos: Em “Sexo Inútil”, Ana Zanatti aborda o sofrimento de quem luta para assumir a diferença

O Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, em Lisboa, encheu-se, literalmente, de amigos e admiradores para a apresentação de “Sexo Inútil”, o novo livro de Ana Zanatti, com a chancela da Sextante Editora. Um gesto que a autora, de 66 anos, agradeceu desde logo: ”Estou muito feliz por ter-vos comigo. Nestes dias de lançamento de livros, estou mais carente, preciso mais de vocês”, reconheceu.

Sobre o livro, que nasceu a partir de uma troca de emails com uma jovem estudante que lhe pediu apoio para fazer face a uma grave depressão provocada pelo conflito interior, pelo confronto com uma família homofóbica e também com a 
sociedade, Ana, homossexual assumida, admite que se reviu: “Ao deparar-me com este caso e o de largas dezenas de jovens que me deram testemunhos, não pude deixar de recuar 40, 50 anos, e comparar com aquilo que eu própria tinha vivido. Reli os meus diários de adolescente e constatei mais uma vez que, embora muito se tenha avançado para que este preconceito 
se dissipe, nomeadamente as conquistas efetuadas já no campo das leis anti-discriminatórias, a mudança das mentalidades não caminha à mesma velocidade. Entre aquilo que foi o meu conflito interior na fase da descoberta de mim e o destes jovens, pouco ou nada mudou. Em certos aspetos, acho até que se agudizou. Gostaria de que este livro não fosse olhado como o desabafo de um grupo minoritário para com outro grupo minoritário, de pessoas LGBT [lésbicas, gay, bissexuais e transgénero] para pessoas LGBT, mas sim como um alerta de pessoas para todas as pessoas. Ninguém pode considerar-se excluído”, afirmou a autora, que ofereceu os direitos de autor das vendas à Amplos, Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual. 

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