Apesar da idade avançada, Philip permanece ativo e não perdeu a capacidade de fazer piadas de qualidade geralmente duvidosa.
Desde que casou com a rainha Isabel II, em 1947, desempenha um papel secundário ao lado da monarca, a qual acompanha em todas as visitas oficiais, mas é alvo constante da imprensa com comentários, ao mesmo tempo, espontâneos e inadequados, e algumas vezes racistas.
Em 1986, por exemplo, aconselhou um grupo de estudantes britânicos na China a não permanecerem muito tempo no país, pois caso contrário iriam acabar com os «olhos rasgados».
Durante uma visita à Austrália em 2002 perguntou a um aborígene se «ainda disparava flechas». Numa outra ocasião questionou um professor de escocês sobre o método escolhido «para manter os nativos sem beber durante tempo suficiente para passar o exame».
Apesar de tudo, ganhou a simpatia dos britânicos com o trabalho desenvolvido em cerca de 800 organizações.
O primeiro-ministro David Cameron homenageou Philip, esta quarta-feira, no parlamento, ao afirmar que o duque foi um «companheiro constante e uma fonte de enorme força para a rainha Isabel II».


