Na cabeça de Ana Mesquita fervilham ideias a um ritmo alucinante e uma das últimas, a que deu vida, chama-se “Frida Miranda”. Nas oito telas expostas no Museu de História Natural, em Lisboa, a artista apresenta Frida Kahlo e Carmen Miranda como se fossem uma só, num trabalho que levou um ano a ganhar forma. “Ao longo da minha vida profissional e pessoal fui contactando com toda a gramática visual destas duas mulheres, os pequenos detalhes icónicos. Andamos de plataformas por causa da Carmen Miranda e de grinaldas de flores por causa da Frida Kahlo! Foram contemporâneas, morreram com um ano de diferença, são ambas latino-americanas… E comecei a pensar como seria se elas se encontrassem alguma vez na vida”, disse Ana Mesquita, feliz com o resultado. E radiante por estar rodeada pela família e os amigos num dia tão especial para si: “Este processo foi de descoberta para mim e o João foi muito importante, ajudou-me a não ter pressa.” O músico, que naquele dia partilhou as emoções com a mulher, disse: “Não sou pessoa que goste de bajular só porque a Ana é a minha mulher. A Ana, como artista plástica, subiu muitos patamares, subiu à primeira liga. Este é o tipo de arte que toca as pessoas, tem impacto emocional. Estou orgulhoso triplamente! [risos]”


