No próximo dia 6 de fevereiro de 2025, o Centro Cultural de Belém (CCB) inaugura a exposição “Raízes e Luz” da aclamada artista portuguesa Filipa Sáragga d’Orey. Com apoio da Câmara Municipal de Lisboa e curadoria de Zé Ortigão, esta exposição reúne uma coleção de obras profundamente pessoais, que convidam o público a refletir sobre os temas universais da maternidade, família e fé. Descrita pela artista como “a coleção da minha vida”, “Raízes e Luz” marca um período de transformação na sua jornada enquanto artista e mãe. Através de pinturas coloridas, arrojadas e expressivas em acrílico – algumas enriquecidas com detalhes em lápis de cor – Sáragga d’Orey constrói uma narrativa visual que é simultaneamente pessoal e universal. “Esta coleção é um ecossistema composto por memórias, símbolos e histórias, que me inspirou a desenvolver este universo que, espero, seja tão provocador de emoções nos outros quanto foi em mim, ao longo do processo de criação”, explica a artista. “Cada obra é um convite para refletir sobre o que nos une como seres humanos, ao mesmo tempo que celebra a beleza da individualidade.” “Raízes e Luz” encapsula reflexões da artista sobre identidade, espiritualidade e as conexões profundas com episódios da sua história que moldaram a artista. Um Universo de Simbolismo e Emoção No centro da exposição está a presença simbólica das filhas da artista, representada como letras integradas em plantas e flores. A fé inabalável de Filipa é também um tema central, com o motivo recorrente de uma flor branca coroada de amarelo – uma homenagem a Nossa Senhora. Uma representação poderosa de resiliência e espiritualidade. O espaço doméstico ganha vida nas telas, com representações vibrantes de azulejos portugueses e frescos, evocando a intimidade dos espaços familiares. Estes elementos entrelaçam-se com cores e padrões ousados que refletem a alegria, o amor e a vitalidade dos laços familiares. “O trabalho de Filipa é uma celebração da vida,” afirma o curador Zé Ortigão. “Ela mistura entre o pessoal e o universal, e cria obras cativantes que sabem a casa”, conclui.

