O ex-presidente cubano, Fidel Castro, afirmou numa das últimas das suas reflexões que o Presidente francês, Nicolas Sarkozy, «parece» estar a ficar louco. Fidel teceu o comentário quando se referia à política francesa relativamente à expulsão de ciganos romenos.
A reflexão de Castro, publicada no domingo no site «Cubadebate», é dedicada à França, tanto pelas expulsões de ciganos como pelo seu poder nuclear, que consiste, segundo Fidel, em 300 bombas que só podem ser acionadas com chaves guardadas numa mala que está na posse do próprio Sarkozy.
«Suponhamos que Sarkozy de repente ficava louco, como parece ser que está a acontecer. Que faria nesse caso o Conselho de Segurança das Nações Unidas a Sarkozy e à sua mala?», pergunta Castro.
O líder cubano qualificou de «Holocausto racial» a política do Governo francês relativamente aos ciganos.
Castro interrogou-se ainda sobre o que «acontecerá se a extrema-direita francesa decidir obrigar Sarkozy a manter uma política racista em contradição com as normas da Comunidade Europeia» e acrescenta que o Conselho de Segurança da ONU deveria pronunciar-se tanto sobre esta questão como sobre o poderio nuclear francês.
A reação francesa não demorou. O governo francês considerou, este sábado, inaceitáveis as declarações do dirigente cubano Fidel Castro. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês respondeu que esta utilização do termo holocausto por Castro «revela a ignorância da História e um desrespeito pelas suas vítimas».
«Por isso são inaceitáveis» as declarações do líder cubano, acrescentou, em declarações à agência AFP o porta-voz Bernard Valero à margem de uma reunião dos chefes da diplomacia da União Europeia, em Bruxelas.


