A cantora indiana Kiran Ahluwalia e o músico congolês Baloji abrem hoje, no Martim Moniz, o festival Lisboa Mistura, que se mudou do outono para o verão, integrando agora as Festas de Lisboa.
Kiran Ahluwalia, que nasceu na Índia, cresceu no Canadá e vive em Nova Iorque, não se cinge à música tradicional da Índia, incorporando, segundo ela própria, influências de outros territórios musicais, nomeadamente do fado.
A cantora atuará antes do congolês Balojii, músico de 25 anos que integrou uma banda rap, que desistiu da música e a retomou anos mais tarde, juntando-lhe a tradição africana, com o álbum biográfico «Hotel Impala».
Os dois concertos terão entrada gratuita e acontecem no Martim Moniz, um dos espaços desta edição renovada do Lisboa Mistura.
O festival, organizado pela associação Sons da Lusofonia, decorrerá até ao dia 22, também no castelo de São Jorge, propondo uma nova visão sobe a multiculturalidade de Lisboa.
O diretor artístico, Carlos Martins, explicou à agência Lusa que «o festival manterá o caráter multicultural, mas quer abrir o conceito de Lisboa, cidade aberta ao mundo e às suas músicas».
«Há todo um mundo mediterrânico, cheio de diferenças, que está próximo de nós e sobre o qual queremos falar pela música», disse.
O cartaz inclui ainda, no sábado, o baterista nigeriano Tony Allen, uma das referências do afrobeat, e o músico sírio Omar Souleyman, no dia 22, ambos repetentes em palcos portugueses.
Do Mali virá o músico Lansiné Kouyaté, tocador de balafon (um instrumento de percussão), que se apresentará com o francês David Neerman.
Zap Mama (Bélgica), Family Atlantica (Venezuela/Reino Unido) e Aziz Sahmaoui e University of Gnawa (Marrocos/Senegal) são outros nomes do Lisboa Mistura.
Aos concertos juntam-se ainda as apresentações resultantes do OPA – Oficina Portátil de Artes, um projeto artístico lançado pela organização do Lisboa Mistura em bairros periféricos e do centro de Lisboa, como a Musgueira, Alta de Lisboa, da Amadora e de Odivelas.
Carlos Martins disse que o objetivo é consolidar a presença do Lisboa Mistura em junho, em mais locais da cidade e com mais atividades paralelas, que podem passar pela literatura e pelo cinema.
LUSA

