O espetáculo do fadista Ricardo Ribeiro, hoje (15), no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, está esgotado, o que, para o artista, é motivo de «alegria e profunda gratidão».
«Para mim é um sentimento misto de muita alegria e de uma profunda gratidão, porque, numa altura em que o país atravessa sérias dificuldades, as pessoas disponibilizaram o seu tempo e o seu dinheiro, para me ouvirem cantar», disse à Lusa Ricardo Ribeiro.
O concerto de domingo, na Casa da Música, no Porto, também se encontra de «casa cheia».
«Não devo desapontar [o público] e devo cantar o melhor que puder e souber», disse o intérprete que, nestes dois espetáculos, terá as participações especiais de Pedro Joia, Pedro Caldeira Cabral e Rabih Abou-Khaul.
O fadista atua em Lisboa e no Porto, depois de ter esgotado, no passado dia 05, o Elebash Center, em Nova Iorque.
Ricardo Ribeiro, de 32 anos, com quatro álbuns editados em nome próprio e várias participações noutros CD, reconhece que tem feito uma carreira «a pulso, em que nada foi facilitado».
«Tudo o que tenho feito e construído tem sido apenas com suor e dedicação, sem pisar ninguém, seguindo sempre o meu caminho. O que pretendo é ser musicalmente honesto, seguindo a minha lógica artística», disse o intérprete de «A Porta do Coração».
Nestes dois espetáculos, Ricardo Ribeiro vai interpretar um tema que ainda não gravou, «Gaivota Perdida», uma criação de Celeste Rodrigues, e um inédito, «Grãos de Areia», para o qual Abou-Khaul fez a música, sendo a letra de António Rocha.
Além dos convidados especiais, Ricardo Ribeiro será acompanhado por um quarteto de cordas e também por Pedro de Castro, na guitarra portuguesa, Jaime Santos, na viola de fado, e Francisco Gaspar, na viola baixo.
O concerto no Centro Cultural de Belém tem início hoje, às 21:00, no grande auditório.
Lusa


