A exposição dedicada ao músico David Bowie, reconhecido como o «camaleão do rock», no Museu Victoria & Albert, em Londres, abre hoje ao público, registando, até ao momento, mais de 40 mil bilhetes vendidos.
A exposição «David Bowie Is», que estará patente até 11 de agosto, pretende mostrar os diferentes processos criativos que o artista, reconhecido pela sua capacidade de reinvenção, atravessou nas últimas cinco décadas, sendo apresentada como a «primeira retrospetiva mundial» do músico britânico.
O Museu Victoria & Albert, um dos museus de arte e design mais conceituados mundialmente, vai mostrar a carreira «inovadora e influente» de Bowie através de mais de 300 objetos do músico, como roupa, instrumentos ou fotos.
A venda antecipada de bilhetes foi a mais rápida e mais expressiva na história do museu.
O museu britânico conseguiu um acesso sem precedentes aos arquivos do artista de 66 anos, revelando documentos inéditos, fotografias de infância, esboços de figurinos, bem como excertos de concertos e entrevistas.
«David Bowie é um verdadeiro ícone, mais relevante do que nunca na cultura popular», afirmou esta semana o diretor do museu, Martin Roth.
«As suas inovações radicais ao nível da música, teatro, moda e estilo ainda encontram hoje ressonância no design e na cultura visual, e continuam a inspirar artistas e designers de todo o mundo», acrescentou o responsável.
Ao longo das salas, os visitantes são guiados pela música e pelos comentários do artista e autor de músicas emblemáticas como «Starman», «Heroes», «Boys Keep Swinging» ou «Let’s Dance».
Bowie lançou este mês um novo álbum, «The next day», quebrando um silêncio discográfico de dez anos. A primeira canção divulgada foi «Where are we now».
Nos primeiros sete dias, o novo álbum vendeu no Reino Unido mais de 94 mil cópias.
Afastado da ribalta desde 2006, David Jones, nome verdadeiro de David Bowie, vendeu ao longo de quase 50 anos de carreira cerca de 140 milhões de discos em todo o mundo.
LUSA


