Shanna Moakler, antiga Miss Califórnia demitiu-se do cargo de directora executiva, na sequência da decisão de Donald Trump, criador do concurso Miss Universo, de manter na prova a actual concorrente daquele estado norte-americano.
Depois de ter sido questionada sobre o casamento homossexual, ter criado alguma polémica por causa da sua resposta e de ter visto algumas fotos em que apareceu semi-nua publicadas na internet, Carrie Prejean, a representante do estado da Califórnia, viu o seu título em risco.
Segunda-feira, a ex-directora executiva criticou publicamente a concorrente, acusando-a de violar o contrato por causa dessas mesmas fotos. No dia seguinte, Trump anunciou que Prejean se manteria no concurso.
«Não posso, de perfeita consciência, continuar a promover e apoiar a organização do concurso de Miss Universo quando não acredito nela nem nos contratos que assinei», contou, através de um comunicado publicado pela sua publicista.
«Quero ser um modelo para as jovens que queiram representar os seus estados, mas agora acho mais importante ser um exemplo a seguir para os meus filhos», pode ler-se no comunicado.
Keith Lewis, director executivo do concurso no estado da Califórnia, mostrou-se triste pela demissão de Moakler, mas que respeitava as razões que levaram a antiga Miss Califórnia a tomar aquela posição.
A representante de Prejean ainda não reagiu à demissão de Moakler por se encontrar fora do país, em viagem.
Shanna Moakler é actriz e modelo e posou para a Playboy em Dezembro de 2001, só chegando a ser Miss Califórnia alguns anos depois. A antiga
playmate tenta evitar «pessoas que mentem, que enganam e que são desonestas».


