Faltam exatamente 10 dias para o início do julgamento referente ao desaparecimento de Rui Pedro, o menino de Lousada que foi visto, pela última vez, há 13 anos
A mãe da criança, Filomena Mendonça, teve uma recaída: deixou de conseguir alimentar-se e é o rosto visível do sofrimento.
Tem consultas diárias no hospital e é alimentada através de soro.
A ansiedade gerada com a aproximação do julgamento que está prestes a começar ameaçam a saúde da mãe de Rui Pedro, o rosto mais visível de toda a tragédia causada pelo desaparecimento der Rui Pedro.
«Ela está a ser novamente seguida no hospital. A ansiedade de saber que o julgamento está próximo deitaram-na abaixo, mais uma vez. Quiseram até que ela ficasse internada, mas ela não aceitou. A nossa última esperança é o julgamento. Se não conseguirmos saber em tribunal o que aconteceu ao nosso filho vai ser um desespero total» afirmou em entrevista ao «Correio da manhã», Manuel Mendonça, o pai de Rui Pedro.
Filomena será uma das primeiras testemunhas a depor diante do coletivo de juízes.
Até lá conta os dias e recusa falar do assunto para poupar as escassas forças que ainda lhe restam.
Depois de ser deduzida uma acusação contra Afonso Dias, a mãe de Rui Pedro foi fotografada em claro estado de debilitação. Recusava-se a comer e chegou a pesar 39 quilos.
«Após saber que o caso ia a julgamento a minha mulher conseguiu recuperar um pouco e agora já pesa 47 Kg. Com a aproximação do julgamento voltou a deixar de comer. Os médicos temiam que voltasse a ficar outra vez mais magra, por isso tem de receber soro todos os dias», disse Manuel Mendonça àquele diário.
Treze anos após o desaparecimento da criança, o Ministério Público deduziu acusação contra o primeiro suspeito, Afonso Dias.


